sexta-feira, 25 de março de 2011

Começou a fazer musculação? Entenda como funciona esse tipo de exercício físico


Começou a fazer musculação? Entenda como funciona esse tipo de exercício físico
“As atividades físicas esportivas, como o basquete, a corrida ou a caminhada, são mais lúdicas, envolvem um momento recreativo e, dependendo da escolha que você fizer ou da turma com a qual interage, vai ter algum elemento competitivo envolvido. Já a musculação – ou melhor, treino com pesos – é uma atividade mais mecânica”, explica Giulliano Esperança, personal trainer e wellness manager. “Só vai haver a competição consigo mesmo – bater suas próprias metas – e contra o sedentarismo. Esse último é, normalmente, o seu maior adversário”, brinca o especialista.
Giulliano explica que nos esportes onde, em geral, há maior consumo de gorduras, as atividades realizadas são consideradas mistas: envolvem momentos de atividade aeróbia – onde há maiores benefícios cardiovasculares – e anaeróbia – onde há maiores benefícios musculares.
“No caso da musculação, os exercícios em si não determinam essas fases. Mas a intensidade, sim. Fazer as séries de musculação com uma carga mais baixa e com maiores repetições vai induzir a uma atividade metabólica aeróbia. Aumentando essa intensidade o fator anaeróbio aumenta”, diz o wellness manager.
Outra diferença é quanto à especificidade dos exercícios. A musculação trabalha conjuntos de músculos de forma localizada – mudando a cada etapa da rotina na academia.
Vantagens da musculação
O fato de trabalhar com esses conjuntos musculares e de se fazer os exercícios de forma controlada (sem alterações do espaço onde se treina ou contato com outros jogadores, no caso dos esportes) faz da musculação uma atividade física bastante segura.
“Se houver um bom acompanhamento, aprendizado envolvido – saber quando se está errando o exercício – e bom controle da situação, a musculação apresenta muito menos riscos de lesões que outros esportes, por exemplo. Isso é interessante para o aluno de qualquer idade, mas em especial para os mais velhos, pois afasta o risco de queda ou acidentes diversos”, aponta Giulliano.
Rotina dentro da academia
Giulliano lembra que a ordem dos aparelhos usados para a prática da musculação – e mesmo as sequências de exercícios abdominais – não influi muito no resultado. A única ressalva fica por conta do início e da finalização da rotina de exercícios: alongamento – antes e depois do treino –, aquecimento e desaquecimento são pontos essenciais para manter a boa saúde da estrutura musculoesquelética do corpo (Leia mais AQUI).
“Aquecer é essencial. A ordem é particular e deve respeitar como o praticante se sente na hora do preparo. Algumas linhas de pesquisa citam a não necessidade do aquecimento e do alongamento prévio, mas eu não arriscaria. Vemos, em todos os esportes, que um aquecimento prévio e bem feito é importante. E já me deparei diversas vezes com praticantes que se lesaram por falta de aquecimento”, alerta o especialista.
“Steven Fleck, um dos maiores especialistas em treinamento neuromuscular, afirma que a volta à calma, ou seja, um desaquecimento ao final do treino, associando rotinas aeróbias – como a esteira ou bicicleta – e mais uma série de alongamento, é um método efetivo para diminuir a rigidez muscular – coisa que muitos iniciantes em uma rotina de musculação sentem”, aponta o personal trainer.
“Vejam, alongamento é diferente de treino de flexibilidade: não é forçar o músculo até o limite máximo, mas até um limiar de levíssimo desconforto, e que varia de pessoa para pessoa”, completa Giulliano, que lembra também que é preciso focar em treinos que trabalhem o corpo no conjunto e não apenas uma parte do tronco, o que pode levar a uma composição muscular disforme e desequilibrada.
Treinos devem ser feitos ao menos três vezes por semana
De acordo com pesquisa feita pelo Journal of Applide Sport Science Research, o ideal é que os treinos de musculação sejam feitos de 3 as 6 vezes por semana. Para um treino menos intenso, um período de descanso de 24 horas é o suficiente para retornar à atividade. No caso de rotinas mais pesadas (para aqueles que já treinam há algum tempo) esse tempo de descanso salta para 48 horas.
E qual a intensidade ideal para o seu treino? “Bom, todo treino tem de ser relacionado com uma motivação biológica (emagrecer ou aumentar a massa, por exemplo). Mas é bom lembrar que nem todo treinamento com peso precisa ser exaustivo. Treinos leves já proporcionam melhor qualidade de vida. Os treinos devem ser iniciados com uma rotina leve – afinal, o primeiro passo é o aprendizado, que gera segurança no exercício – que também contribui para que se sintam menos dores no dia seguinte”, afirma Giulliano.
Musculação emagrece?
“A resposta é simples: não. Musculação, sozinha, não leva ao emagrecimento. O ideal para emagrecimento é o conjunto de musculação com atividades aeróbias e alimentação balanceada. Para perder peso é necessário proporcionar uma balança nutriocional negativa. Uma média, indicada por diversas pesquisas sobre o tema, é um gasto de 1.950 Kcal semanal (conseguidos através de exercícios físicos) e um déficit de ingestão calórica similar. O déficit total de 3.850 Kcal semanal é um excelente meta, o que representaria 2 Kg de emagrecimento por mês” – com essa combinação das atividades o sucesso é certo, explica Giulliano. Lembrando que regular a alimentação não é necessariamente e apenas comer menos, mas comer melhor e de forma mais saudável.
E se você está pensando em aderir aos exercícios de musculação, montamos uma sequência inicial para que você tenha uma ideia geral do que é possível fazer. Os treinos indicados não são a única opção de rotina, apenas uma sequência básica para que você inicie, com o profissional que vai acompanhá-lo na academia, a montagem do seu treino específico.
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por Enio Rodrigo

A importância de um bom alongamento antes dos exercícios

Qualquer pessoa que esteja iniciando ou já tenha uma rotina de exercícios sabe (ou deveria saber) que antes de qualquer atividade física é necessário fazer um aquecimento inicial – andar até a academia ou parque já supre essa necessidade – e fazer uma boa sequência de exercícios de alongamento.
O alongamento é um aviso para o corpo de que você está iniciando uma sequência de movimentos que saem da sua “normalidade”, ou seja, que vão além dos movimentos que você faz cotidianamente e que não causam grande impacto nos músculos, ossos e articulações.
Fazer alongamentos serve para a manutenção ou, no caso dos iniciantes, da ampliação da flexibilidade do corpo. Essa ampliação é necessária, pois os exercícios físicos requerem movimentos mais amplos. Mesmo exercícios como a caminhada requerem movimentos ampliados das pernas (incluindo as coxas e o quadril), dos braços, dos ombros e das costas.
A falta de uma sequência de exercícios de alongamento pode comprometer seu treino (fazendo que você canse mais, por exemplo) e aumentar a incidência de lesões musculares. Mas para tudo existe um limite: o alongamento demasiado – forçando até níveis de dores muito intensas – também é prejudicial.
“O alongamento precisa ser feito até um nível chamado ótimo ou ideal. É um processo profilático, ou seja, protege de forma preventiva alguns tipos de lesões causadas pelo excesso no movimento ou na carga de exercícios. Entretanto, quando há um alongamento excessivo, forçando demais a musculatura, esse tipo de preparação para o treino também pode levar a lesões nos músculos e, consequentemente, articulações”, explica Giulliano Esperança, educador físico e wellness manager.
Esperança lembra também que as sequências de alongamento não devem ser feitas apenas no início do treino, mas ao final deles também. “O alongamento posterior ajuda o corpo a voltar ao seu ritmo natural, em que os músculos ficam mais estáveis. Faz parte do que chamamos de ‘desaquecimento’ pós-exercício”, explica o especialista.
“Tudo isso ajuda a diminuir a incidência de um desconforto posterior ao exercício, como aquelas dores nas pernas que muitas pessoas têm no dia seguinte a um treino”, completa Giulliano, que lembra que muitas pessoas que não fazem o alongamento corretamente também podem desenvolver dores crônicas nas costas. “Essas dores podem não ser do exercício em si, mas da falta do aquecimento e do desaquecimento feito de forma errada”, diz.
O próprio alongamento, aliás, pode ser considerado uma forma bastante prática de exercício. “No dia em que não é possível treinar – por causa do tempo, clima ou outro compromisso – as pessoas podem fazer uma boa sequência de alongamento, em casa mesmo. É uma forma de manter o organismo ativo, talvez sem tanta queima calórica como um exercício mais intenso, mas nem por isso menos saudável”, diz Esperança.
Mesmo pessoas mais velhas, que não têm uma rotina de exercícios programada, podem aproveitar os benefícios do alongamento. “A Academia Americana de Medicina Esportiva sugere que pessoas idosas façam séries de alongamentos para manter a flexibilidade do corpo. Isso ajuda essas pessoas a manter uma boa saúde e realizarem mais facilmente suas tarefas diárias, apontam os estudos.”
Os tipos de alongamento podem variar para cada forma de exercício físico, mas existe uma série básica que pode servir para todos (e caso seu treino seja mais intenso, o ideal é complementar essa série com outros tipos de alongamento).
Enio Rodrigo

Não existem exageros quando o assunto é bullying

 379464 broken glasses 1 sxc Não existem exageros quando o assunto é bullying
Se o seu filho chamasse um colega de classe que usa óculos pelo apelido “quatro olhos”, você acharia isso normal? E se a diretora o chamasse para uma conversa, alegando que seu filho está praticando bullying, você acharia isso um exagero? Provavelmente.
 O mais comum, nestes casos, é alegar que tais brincadeiras são comuns entre as crianças e que, no seu tempo, eram normais. Mas como você seria se não tivesse vivenciado isso? Esta é a pergunta que a psicóloga Ana Carina Pereira, pesquisadora do Laboratório de Análise e Prevenção da Violência da Universidade Federal de São Carlos (Laprev/UFSCar) faz sempre que alguém tenta minimizar as atitudes de um agressor, neste caso, um bullie. “Há a colocação de que eu, quando criança, tive e dei apelidos, agredi e fui agredido e hoje sou ‘normal’. Assim, alguns pensam que o bullying é um exagero por parte de psicólogos, pesquisadores e da mídia”, explica. 
Para a psicóloga Lúcia Williams, também do Laprev/UFSCar, esta visão reflete apenas o quanto o conceito de violência é algo que evoluiu com o passar do tempo. “No passado achávamos natural a escravidão ou explorar crianças no mercado de trabalho. As mulheres não podiam votar ou mesmo ler e trabalhar, por exemplo. Os critérios mudam com o tempo, com base no conhecimento produzido nas leis, cultura, etc.”, explica. Achar que o bullying é um exagero, de acordo com a pesquisadora, reflete uma incompreensão sobre o que isto vem a ser. “Se os profissionais, no geral, têm dificuldades de entender, o que não dizer dos pais?”.
Mas o que é bullying?
O termo, sem tradução, se refere a um fenômeno de agressividade intencional e repetitivo, tão grave que pode levar à morte – seja por suicídio ou assassinato – ou a outras sequelas como depressão, ansiedade, baixa autoestima, abandono dos estudos, para citar alguns. Pode ser uma agressão física, verbal e até mesmo virtual, quando o agressor utiliza a internet para espalhar mensagens contra a vítima. “Qualquer ato de uma pessoa para com a outra que provoque tristeza ou medo deve receber atenção” diz Pereira.
Colocar apelido no outro uma vez ou outra não é um exemplo de bullying
Segundo Lucia Williams, existem brincadeiras de bom ou mau gosto e uma brincadeira de mau gosto não é necessariamente um exemplo do fenômeno bullying. Para a especialista, faz parte do desenvolvimento saudável de uma criança brincar, zoar e provocar. “Agora, chamar uma garota obesa de ‘baleia’ inúmeras vezes, sendo que um dia alguém a empurra da escada porque ‘baleia não desce escada, baleia rola’ é um exemplo grave e verídico. Essa pessoa, hoje adulta, me relatou esse caso descrevendo o quanto esse tipo de vitimização a prejudicou e causa danos até hoje”, explica.
Para a psicóloga Paloma Albuquerque, pesquisadora do Laprev/UFSCar, atualmente a escola tem perdido o papel de orientar e estabelecer parâmetros de comportamento. “O mesmo acontece com a família, pois muitos pais estão confusos sobre como educar os filhos”.
Por exemplo, você acha que é um abuso se meter na vida do seu filho? “Se se meter quer dizer acompanhar o que acontece com a vida dele, saber aonde ele vai, o que faz, o que costuma assistir na TV, isso faz parte da boa parentagem”, explica Lucia. E, principalmente, nunca considerar que uma agressão sofrida ou praticada contra um colega é algo comum. “O fato de um pai minimizar a agressão que o filho sofre ou pratica está relacionado com as próprias experiências que teve enquanto aluno e as oportunidades que teve para aprender a valorizar a solução pacífica de problemas”, explica Pereira.
A escola também tem um papel importante na prevenção e combate ao bullying. Professores e demais profissionais devem estar engajados sobre o assunto para também não subjugar atos violentos entre os alunos. “Quando o objetivo é resolver um conflito na escola, a questão é como melhorar o relacionamento entre os alunos, e a gradação de um bullying enquanto ‘pior’ ou ‘menor’ não interessa, até mesmo porque o que começa como uma chacota pode escalar e resultar em uma ofensa mais grave”.
O que fazer diante da agressividade
E o que fazer com o agressor? “Diante de comportamentos agressivos, deve-se dar consequência ao comportamento do agressor, mas também ser oferecida orientação”, considera Paloma Pegolo. Para Lucia, há uma tendência no Brasil de “culpabilização” do bullie. “O importante nesse caso seria a prevenção, encaminhar o autor de bullying para tratamento, já que geralmente ele também é vítima de maus-tratos em casa ou de uma parentagem inadequada”.
Pegolo ressalta ainda que o bullying é um sintoma de outros problemas sociais e comportamentais.“Precisamos melhorar as instituições sociais como um todo, de forma que os direitos humanos sejam validados em qualquer contexto. Desta forma, pais e professores poderiam orientar melhor seus filhos e alunos sobre seus direitos e deveres e, assim, diminuiríamos os abusos”, conclui.
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por Marina Teles
 
 
 

Poucas fases da vida levam a grandes transições em pouco tempo em jovens adultos como idades entre 19 e 30 anos, explica estudo finlandês

De acordo com a pesquisa, feita por Katariina Salmela-Aro, da Universidade de Helsinki, a transição da adolescência para a idade adulta é caracterizada por mudanças e rupturas constantes no status e no papel social desses indivíduos – desde entrar no mercado de trabalho, sair da casa dos pais e mesmo se tornarem responsáveis por um filho – além de assumirem responsabilidades cívicas que fazem parte da vida adulta.
O estudo longitudinal – também chamado coorte, ou seja, quando um grupo de indivíduos é acompanhado durante um período de tempo e, periodicamente, são coletados dados sobre estas pessoas – observou como os jovens adultos se adaptam aos diferentes cenários acadêmicos (ensino médio, universidade ou pós-graduação), trabalhistas, novos modelos de moradia (morar com amigos, namorados (as) ou sozinhos) e novas relações familiares. Esse complexo conjunto de cenários envolve diversas mudanças, sobrepondo fases e transições que ocorrem paralelamente.
A equipe liderada por Salmela-Aro identificou seis caminhos diferentes que levam à chamada “fase adulta plena”. O maior grupo é formado por aqueles que conseguiram achar um papel profissional estável e formar uma família (aproximadamente 24% dos participantes) e que também havia experimentado todas as transições chave da adolescência até a idade adulta em uma ordem mais ou menos linear.
Uma parte desse grupo foi denominada “fast starters” (“jovens iniciados”, em tradução livre) e que havia passado por todas as mudanças rapidamente. Outros foram denominados como “casais jovens”, e já tinham um relacionamento estável mesmo antes do final da universidade e de uma colocação profissional (mas ainda sem filhos).
O grupo dos “casais tardios” (que também somava aproximadamente 15% dos participantes) começava a trabalhar mais cedo, antes do final dos estudos, mas com relacionamentos afetivos estáveis mais tardios, vivenciando mais separações antes da idade adulta plena.
Já os com “carreira tardia” tinham dificuldades de se posicionarem no mercado de trabalho, assim como se envolver em relacionamentos estáveis, identificados como dificuldades em se comprometer no geral. Nesse grupo, a transição da adolescência para a fase adulta com família e carreira demorava a se concretizar quando comparados aos outros grupos.
“Nossos resultados indicam que os jovens adultos com um desenvolvimento rápido ou mediano parecem ter uma satisfação com a vida mais alta, ao contrário daqueles que vivenciaram um desenvolvimento tardio dessas fases. Já aqueles solteiros e com tempo prolongado nos estudos pareciam ter níveis de felicidade menores”, diz Salmela-Aro, cujos resultados finais do estudo foram publicados no periódico Advances in Life Course Research.
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com informações da Suomen Akatemia

terça-feira, 22 de março de 2011

Atlas das Águas aponta necessidade de investimentos de R$ 70 bi em água e esgoto no Brasil até 2025


Obras precisam ser realizadas em 3.027 municípios até 2015


Um investimento de R$ 70 bilhões até o ano de 2025. É esse o montante necessário para obras de água e esgoto no Brasil se o país não quiser enfrentar sérios riscos no abastecimento urbano pelos próximos anos --especialmente nas regiões metropolitanas e grandes conglomerados populacionais das regiões Sudeste e Nordeste.
As constatações integram o Atlas Brasil de Abastecimento Urbano de Água, lançado nesta terça-feira (22) --dia mundial da água --pela ANA (Agência Nacional de Águas). O estudo é realizado desde 2005 por uma equipe multidisciplinar da qual participaram não apenas União, Estados e municípios, como também empresas e órgãos da sociedade civil ligados à gestão de recursos hídricos e à prestação de serviços de saneamento.
Em entrevista ao UOL Notícias, o superintendente-adjunto de planejamento de recursos hídricos da ANA, Sérgio Ayrimoraes, afirmou que o valor de investimento é mais alto do que se previa. “Sempre se trabalha com o conceito de que os índices hidrográficos do Brasil são altos, mas isso prescinde a necessidade de investimento em produção de água. Afinal, de nada adianta ter a rede se não houver água para ser disponibilizada”, afirmou.
Dos R$ 70 bilhões apontados pelo Atlas, a maior parte, R$ 47,8 bilhões, é necessária para investimento em esgoto; os R$ 22,2 bilhões restantes seriam aportes para obras de abastecimento de água.

O Atlas

O material traz uma análise detalhada da oferta e demanda de água em todas as regiões e Estados brasileiros, bem como das bacias hidrográficas que os abastecem. O objetivo, conforme os pesquisadores apontam no levantamento, é a análise da oferta de água no território urbano com alternativas técnicas que resguardem a garantia do abastecimento. São dois volumes: o primeiro, com uma síntese dos resultados para todo o país, e o segundo, com o detalhamento por Estado.
Ao todo, foram gastos cerca de R$ 2 milhões por ano de elaboração, a qual contou com 1.700 visitas de campo e mais de uma centena de reuniões dos 1.200 técnicos no assunto.
Os resultados do Atlas Brasil estarão disponíveis na internet, a partir das 18h de hoje, no endereço www.ana.gov.br/atlas.

Água, Um Líquido Precioso



Nem  sempre  as  causas  da  escassez  de  recursos
naturais  no  planeta  têm  origem  em  decisões  perversas  da
política  e  em  interesses  financeiros.  Cada  um  de  nós
também tem sua parcela de culpa. E quando o assunto é o
uso da água como recurso natural, essa culpa é bem grande.
Veja algumas curiosidades sobre Água:
•  Dia 22 de março é o Dia Mundial da Água.
•  As algas marinhas produzem a maior parte do oxigênio da Terra.
•  O corpo humano possui na sua composição 3/4 de água.
•  O homem pode passar até 28 dias sem comer, mas apenas 3 dias
sem água.
•  Na água originaram os primeiros organismos vivos que surgiram
na Terra, há mais de 3 bilhões de anos.
•  São  exemplos  de  doenças  relacionadas  com  água:  febre,
disenteria, cólera, hepatite, poliomielite, malária, dengue, etc.
•  O  gotejamento  de  uma  torneira  desperdiça  de  46  litros  por  dia.
Isto é, 1.380 litros por mês. 
•  Um  filete  de  2 milímetros  totaliza  4.140  litros  num mês. E um
filete de 4 milímetros, 13.260 litros por mês de desperdício.
•  Um  buraco  de  2  milímetros  no  encanamento  pode  causar  um
desperdício de 3.200 litros por dia, isto é, mais de três caixas d'água.
Pequenas economias somadas dão grandes resultados.
Veja algumas dicas de como não desperdiçar um bem  tão precioso nas diversas atividades dentro da própria casa.
No banheiro:
•  É o lugar onde mais se consome água em uma residência.
•  Feche  a  torneira  enquanto  escova  os  dentes,  faz  a  barba  ou
ensaboa as mãos.
•  Não  tome  banhos  demorados.  Tente  limitar  em  6  minutos.
Desligue  o  chuveiro  enquanto  se  ensaboa. Só  ligue o  chuveiro depois  de  tirar
toda a roupa.
•  Uma  válvula  de  privada  gasta muita  água  em  um  único  aperto.
Não  acione  à  toa  e  aperte  somente  o  tempo  necessário. Mantenha  a  válvula
regulada. 
Não jogue lixo no vaso sanitário (fio dental, cabelos...). Evite entupimento.
•  Na hora da compra, dê preferência às caixas de descarga no lugar
das válvulas. Adquira modelos de baixo consumo de água.
•  Em  banheiros  públicos  use  a  água  de  torneira  também  com
moderação. Vários  centros  comerciais  já  instalaram  sensores  ou  torneiras  que
fecham automaticamente a  fim de evitar o desperdício deste  importante recurso
natural.
Na lavanderia:
•  Deixe a roupa acumular e lave tudo de uma vez.
•  Se for lavar a roupa na mão, feche o tanque, coloque as roupas de
molho em água e sabão e só use água corrente para enxaguar.
•  Feche a torneira enquanto ensaboa e esfrega a roupa.
•  Não use sabão em excesso para evitar maior número de enxágues.
•  Só use a máquina de lavar com a carga máxima de roupas. 
•  Reaproveite  a  água  da  máquina  de  lavar  roupas  para  lavar  o
quintal.
•  Instale  aerador  (peneirinha)  nas  torneiras  da  casa  para  reduzir  a
vazão.
•  Não  exagere  no  uso  de  produtos  de  limpeza,  como  a  água
sanitária  que  contém  cloro.  Use  com  moderação,  de  acordo  com  as
recomendações dos fabricantes.
Na cozinha:
•  Antes  de  lavar  a  louça,  limpe  pratos  e  panelas  e  deixe-os  de
molho.
•  Feche a torneira enquanto ensaboa a louça.
•  Se usar máquina de lavar louça, só ligue quando estiver cheia.
•  Deixe as verduras em água com um pouco de vinagre por alguns
minutos antes de lavar.
•  Utilize  sabão  ou  detergente  biodegradáveis,  que  não  poluem  os
rios porque se decompõe mais facilmente. 
•  Ao comprar máquina de lavar roupas ou lavar pratos, verifique no
manual o consumo de água do produto.
•  Não  jogue  óleo  de  frituras  ou  restos de  comida  em  pias  ou  na
privada,  pois  pode  causar  entupimentos  e  dificulta  o  tratamento  do  esgoto. A
companhia  de  água  geralmente  orienta  para   colocar  o  óleo  em  um  recipiente
bem  fechado  para  não  vazar  (garrafa)  e  depositar  no  lixo  comum  (orgânico).
Outros especialistas afirmam que o ideal é procurar um posto de coleta próximo.
•  Encontre  receita  de  sabão  de  óleo  de  cozinha  no  site
www.triangulo.org.br. Segundo a ONG Ação Triângulo que recolhe óleo vegetal
em casas e empresas, um litro de óleo contamina 1 milhão de litros de água -
o suficiente para uma pessoa usar durante 14 anos. Isso acontece porque o óleo
impede a troca de oxigênio e mata todos os seres vivos como plantas, peixes e 
microorganismos. O  óleo  também  impermeabiliza  o  solo  contribuindo  para  as
enchentes. 
Você sabia que muitos sabonetes e sabões de roupa (em barra) são feitos de sebo
de boi?
No jardim, no quintal, na calçada:
•  Ao  lavar  o  carro  use  o  balde  com  pano  em  vez  de mangueira.
Procure lavar menos o carro, principalmente na época de falta de chuvas.
•  Não  regue  as  plantas  em  excesso  ou  com  mangueira.  Use  um
balde ou um regador. Não regue nas horas mais quentes do dia ou quando estiver
ventando muito para evitar a perda de água pela rápida evaporação. 
•  Molhe a base das plantas e não as folhas.
•  Não  use mangueira  para  limpar  a  calçada  e  sim  uma  vassoura.
Quando necessário, use um balde no final da limpeza.
 •  Procure aproveitar a água das chuvas. Capte-a na saída das calhas.
Use para regar o jardim ou limpar a casa.
•  Em vez de cimentar todo o quintal, deixe um espaço para o jardim
e ajude a água da chuva a infiltrar-se na terra.
•  Mantenha a caixa d’ água limpa. Ela deve ser lavada pelo menos a
cada 6 meses.
Verifique os vazamentos:

Verificação de Vazamentos
•  Torneira pingando desperdiça muita água. Sempre que necessário
troque o "courinho". 
•  Verifique o vaso sanitário jogando cinzas no fundo da privada. Se
houver  movimentação  é  porque  há  vazamento  na  válvula  ou  na  caixa  de
descarga.
•  Para  detectar  vazamentos  como  canos  furados,  mantenha  os
registros abertos e  feche  todas as  torneiras e saídas de água do  imóvel, não
use o sanitário e observe se o relógio de água  (hidrômetro) se altera depois
de uma hora sem uso de água.
•  Observe se não há manchas de umidade nas paredes.
•  Conserte  os  vazamentos  de  imediato,  assim  que  forem  notados. 
 Quanto desperdiça:
•  Escovar dentes com torneira aberta = 80 litros;
•  Lavar louça com torneira aberta = 100 litros;
•  Lavar carro com mangueira em meia hora = 560 litros; 
•  Lavar calçada com mangueira = 280 litros;
•  Banhos longos = 95 a 180 litros.
Feche bem as torneiras para que não pinguem.
 Outras dicas para preservar a água:
•  Não jogue lixo nos lagos, córregos, rios e mares.
•  Novos  edifícios  com  hidrômetros  individuais  por  apartamento,
estimulam a economia de água e a conta é mais  justa, pois cada família só paga
o quanto consome.
•  Adote a idéia do reuso da água sempre que possível. 
•  Organize um grupo para plantar árvores ao longo das margens de
um córrego ou para limpar, recuperar e conservar um pedaço de terra degradada.
•   Recolher plásticos na praia ajuda a salvar animais marinhos.

sábado, 19 de março de 2011

Confira nove dicas para prevenir dor nas costas

dor nas costas, atomo. Foto: Getty Images
No trabalho, a tela do computador precisa ficar na altura dos olhos para o pescoço permanecer em uma posição confortável
Foto: Getty Images
Cerca de 90% da população terá pelo menos uma crise de lombalgia (dor nas costas), de acordo com Alexandre José Reis Elias, neurocirurgião e especialista em coluna do Hospital 9 de Julho, de São Paulo. Como prevenir é melhor que remediar, confira nove dicas para diminuir as chances de ter o incômodo nas costas:

1 - Não durma de bruços, mas de lado e com um travesseiro entre os joelhos ou de barriga para cima, com um travesseiro atrás do joelho;

2 - O colchão não deve ser muito mole ou duro. O semiortopédico é uma boa opção, mas não existe regra e a escolha é individual;

3 - Para sair da cama, não se levante para frente. A melhor forma é virar o corpo para o lado e se levantar nessa posição;

4 - Quando for pegar objetos no chão, se agache dobrando os joelhos e sem inclinar a coluna. Não carregue peso excessivo (por exemplo, mais que três ou quatro quilos);

5 - No trabalho, se sente em cadeiras que não reclinem para trás e que tenham apoio para os braços. As costas devem ficar bem apoiadas e os pés totalmente encostados no chão. A tela do computador precisa ficar na altura dos olhos para o pescoço permanecer em uma posição confortável;

6 - Ao carregar mochilas, coloque as alças nos dois braços e tome cuidado com o excesso de peso;

7 - O salto alto pode acarretar dor na coluna lombar. Tenha bom senso e use-o apenas eventualmente. Se provocar dor, evite-o;

8 - Dirija com as costas apoiadas no banco e os braços parcialmente fletidos (não esticados totalmente);

9 - As gestantes devem manter atividade física supervisionada e permanecer dentro do peso. É que dores lombares são comuns e, na maioria das vezes, não indicam nenhum problema sério. De qualquer forma, é recomendado procurar um especialista em coluna para fazer o diagnóstico correto e indicar o tratamento adequado e as formas de prevenir novas crises.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Sexo matinal melhora humor e sistema imunológico


 . Foto: Getty Images
Relações sexuais no período da manhã liberam oxitocina, que tornam os casais mais amorosos

PATRICIA ZWIPP
Se você anda de mau humor e não sabe como melhorá-lo, a solução é simples: ao acordar, continue na cama e pratique sexo matinal. De acordo com uma pesquisa da educadora sexual Debby Herbenick, da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, o ato faz se sentir mais feliz ao longo do dia e ainda pode fortalecer o sistema imunológico.
A cientista disse ao jornal Daily Mail que as relações sexuais no período da manhã liberam oxitocina, que tornam os casais mais amorosos e ligados. Também elevam os níveis de IgA, um anticorpo que protege contra infecções.
Os benefícios não param por aí. Já ouviu dizer que transar deixa a pele, as unhas e o cabelo mais vistosos? Pois é a mais pura verdade. Isso porque aumenta as taxas do hormônio estrogênio.
Nem sempre é fácil encontrar tempo para uma praticar sexo ao despertar. Filhos e afazeres domésticos podem atrapalhar. Mas o empenho vale a pena, certo?




sábado, 12 de março de 2011

Serotonina e endorfina - substâncias do bem-estar

Serotonina e endorfina  substâncias do bemestar 

Associada à sensação de bem-estar, a serotonina desempenha um papel importante no nosso sistema nervoso. Entre as suas funções está a regulação do sono, além do controle da temperatura corporal e do apetite. Sem ela estamos mais vulneráveis a doenças, como a depressão e também ao mau humor. Uma pesquisa publicada no site Science Express, da revista Science confirma isso. Quando pessoas são submetidas a uma redução do nível de serotonina, elas têm menos capacidade de resistir à agressividade, além de ficarem mais ansiosas e terem comportamentos compulsivos.
Por esta razão sentimos uma vontade incontrolável de comer doces e carboidratos (massas ou pães) - responsáveis pela produção da substância. Mas você pode combater a falta dela consumindo outros alimentos com um nutriente chamado triptofano, presente na carne bovina e de peru, em peixes, amendoim, banana, leites e seus derivados.
Outra substância que está ligada à sensação de bem-estar é a endorfina, liberada na prática de exercícios físicos. Ela é produzida durante e depois da atividade e regula as emoções. Considerada um analgésico natural, a endorfina ajuda na redução do estresse e ansiedade, aliviando as nossas tensões. Está aí a prova de que vida saudável e em equilíbrio é resultado de boa alimentação e exercícios físicos.
Por Juliana Lopes